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Devido a protestos, PM pede para FPF antecipar horário de Ponte x São Paulo

  • 10 de mar. de 2015
  • 3 min de leitura

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Os protestos previstos para domingo podem provocar mais uma mudança na tabela da décima rodada do Campeonato Paulista. A exemplo de Palmeiras x XV de Piracicaba, o duelo entre Ponte Preta e São Paulo tem chance de acontecer às 11h.

O motivo é o mesmo: evitar conflito de demanda para a Polícia Militar. O pedido para a Federação Paulista de Futebol antecipar o horário foi feito nesta terça-feira pelo comandante do 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de Campinas, Nelson Vicente Coelho. Até a resposta da FPF, a partida segue marcada para as 16h, no Majestoso, em Campinas.

Os protestos previstos para domingo podem provocar mais uma mudança na tabela da décima rodada do Campeonato Paulista. A exemplo de Palmeiras x XV de Piracicaba, o duelo entre Ponte Preta e São Paulo tem chance de acontecer às 11h.

O motivo é o mesmo: evitar conflito de demanda para a Polícia Militar. O pedido para a Federação Paulista de Futebol antecipar o horário foi feito nesta terça-feira pelo comandante do 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de Campinas, Nelson Vicente Coelho. Até a resposta da FPF, a partida segue marcada para as 16h, no Majestoso, em Campinas.

Consideramos mais seguro que o jogo aconteça às 11h para não coincidir com a demanda de necessidade da Polícia. Com a possibilidade de movimentações sociais, a demanda poderá ocorrer a qualquer hora, em qualquer lugar - afirmou o comandante Coelho, que, apesar da solicitação, garante ter condições de realização do jogo às 16h em caso de negativa da FPF.

A principal preocupação dos órgãos públicos é justamente com a segurança. Com a Polícia Militar voltada para o protesto, que promete tomar grandes proporções e é previsto para outras grandes centros do país, o horário não seria adequado para a realização da partida. Apesar de naturezas distintas, os dois acontecimentos (jogo e manifestações) demandam atenção.

Consideramos mais seguro que o jogo aconteça às 11h para não coincidir com a demanda de necessidade da Polícia. Com a possibilidade de movimentações sociais, a demanda poderá ocorrer a qualquer hora, em qualquer lugar - afirmou o comandante Coelho, que, apesar da solicitação, garante ter condições de realização do jogo às 16h em caso de negativa da FPF.

A principal preocupação dos órgãos públicos é justamente com a segurança. Com a Polícia Militar voltada para o protesto, que promete tomar grandes proporções e é previsto para outras grandes centros do país, o horário não seria adequado para a realização da partida. Apesar de naturezas distintas, os dois acontecimentos (jogo e manifestações) demandam atenção.

O encontro entre Ponte e São Paulo é considerado de alto risco pelo histórico de violência entre as torcidas. A rivalidade foi acirrada em 2005, quando o torcedor da Ponte Preta Anderson Ferreira Tomás, o "Conde", foi morto a pauladas por são-paulinos ao lado do estádio Moisés Lucarelli - o jogo entre as duas equipes pelo Brasileirão aconteceria no dia seguinte.

Em 2013, as divergências voltaram à tona com a polêmica entre as diretorias sobre o local do segundo jogo da semifinal da Sul-Americana. O São Paulo usou uma situação do regulamento para tirar o mando da Ponte do Majestoso e levá-lo para Mogi Mirim. Na atual temporada, as duas torcidas já protagonizaram uma briga em Campinas, pouco antes da estreia da Macaca contra a Portuguesa. A confusão foi em um supermercado próximo ao Majestoso e deixou 38 detidos.

Por conta do cenário, a Polícia Militar reserva um efetivo de aproximadamente 300 homens para fazer a segurança da partida. Para acompanhar as manifestações, a PM também prepara um policiamento intenso nas ruas, com o reforço de diversos batalhões. O principal protesto previsto em Campinas conta com 24 mil pessoas confirmadas pelas redes sociais.

O encontro entre Ponte e São Paulo é considerado de alto risco pelo histórico de violência entre as torcidas. A rivalidade foi acirrada em 2005, quando o torcedor da Ponte Preta Anderson Ferreira Tomás, o "Conde", foi morto a pauladas por são-paulinos ao lado do estádio Moisés Lucarelli - o jogo entre as duas equipes pelo Brasileirão aconteceria no dia seguinte.

Em 2013, as divergências voltaram à tona com a polêmica entre as diretorias sobre o local do segundo jogo da semifinal da Sul-Americana. O São Paulo usou uma situação do regulamento para tirar o mando da Ponte do Majestoso e levá-lo para Mogi Mirim. Na atual temporada, as duas torcidas já protagonizaram uma briga em Campinas, pouco antes da estreia da Macaca contra a Portuguesa. A confusão foi em um supermercado próximo ao Majestoso e deixou 38 detidos.

Por conta do cenário, a Polícia Militar reserva um efetivo de aproximadamente 300 homens para fazer a segurança da partida. Para acompanhar as manifestações, a PM também prepara um policiamento intenso nas ruas, com o reforço de diversos batalhões. O principal protesto previsto em Campinas conta com 24 mil pessoas confirmadas pelas redes sociais.


 
 
 

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